Escala de Edimburgo para a Depressão Pós-Parto (EPDS)

A Escala de Edimburgo para a Depressão Pós-Parto (EPDS) é um instrumento de autoavaliação validado, composto por 10 itens, utilizado para rastreio de sintomatologia depressiva em puérperas durante o primeiro ano após o parto. É amplamente aplicada em cuidados de saúde primários, consultas de saúde materna e obstetrícia, apoiando a decisão clínica sobre referenciação e acompanhamento, sem substituir a avaliação clínica global.

Dado que teve um bebé há pouco tempo, gostaríamos de saber como se sente. Por favor, selecione a resposta que mais se aproxima dos seus sentimentos nos últimos 7 dias.

1. Tenho sido capaz de me rir e ver o lado divertido das coisas.

2. Tenho tido esperança no futuro.

3. Tenho-me culpado sem necessidade quando as coisas correm mal.

4. Tenho estado ansiosa ou preocupada sem motivo.

5. Tenho-me sentido com medo ou muito assustada, sem motivo.

6. Tenho sentido que são coisas demais para mim.

7. Tenho-me sentido tão infeliz que durmo mal.

8. Tenho-me sentido triste ou muito infeliz.

9. Tenho-me sentido tão infeliz que choro.

10. Tive ideias de fazer mal a mim mesma.

Por favor, responda a todas as perguntas antes de calcular o resultado.
Pontuação total Classificação Implicação clínica
0 – 8 pontos Depressão improvável Manter apoio habitual em cuidados de saúde primários; sem indicação para intervenção adicional específica com base no rastreio.
9 – 11 pontos Depressão possível Reforçar suporte clínico; reavaliar com a EPDS em 2 a 4 semanas; manter acompanhamento ativo em cuidados de saúde primários.
≥ 12 pontos Depressão provável Manter acompanhamento em cuidados de saúde primários; ponderar avaliação diagnóstica e tratamento por Psiquiatria.

Nota: independentemente da pontuação total, qualquer resposta positiva ao item 10 (ideação de autoagressão) justifica avaliação clínica imediata do risco.

Referências bibliográficas:

Cox JL, Holden JM, Sagovsky R. Detection of postnatal depression: development of the 10-item Edinburgh Postnatal Depression Scale. Br J Psychiatry. 1987;150:782-786.

Augusto A, Kumar R, Calheiros JM, Matos E, Figueiredo E. Postnatal depression in an urban area of Portugal: comparison of childbearing women and matched controls (versão portuguesa validada). Psychol Med. 1996;26(1):135-141.

Cepêda T, Brito I, Heitor MJ. Promoção da Saúde Mental na Gravidez e Primeira Infância — Manual de Orientação para Profissionais de Saúde. Lisboa: Direção-Geral da Saúde; 2005.

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